Estamos todos buscando?
Ultimamente, tenho me pegado ouvindo músicas de amor quase todos os dias.
Elas tocam enquanto lavo a louça, quando deito na cama, ou enquanto olho distraidamente pela janela.
De danças no escuro a refrões que pedem: “só não dance como se não fosse minha”.
E por algum motivo, não canso delas.
Mas uma, em especial, me parou.
“Who”, do Jimin.
Ele canta como se estivesse perguntando com a alma inteira:
“Quem o meu coração está esperando?”
Será que essa pessoa está por perto? Ou escondida do outro lado do mundo?
Essa pergunta ecoou em mim.
Porque estamos todos, de alguma forma, procurando por algo.
Mesmo quando dizemos que não.
Mesmo quando fingimos que não precisamos de ninguém.
Pensei nele, no Jimin, e em quantos rostos ele deve ter cruzado.
Quantos países, palcos, multidões…
Quantas mãos apertadas, olhares trocados, cidades visitadas.
E ainda assim, a pergunta permanece: “quem?”
Achar alguém para amar já é difícil.
Ser correspondido, então, é quase um milagre moderno.
E aí a dúvida cresce: será que existe mesmo essa tal “pessoa certa”?
Ou será que encontramos alguém que quase é, e então decidimos que é essa, por escolha, por cansaço, por fé?
Será que o que buscamos, na verdade, é alguém que nos faça sentir inteiros, mesmo sem sermos dois pedaços perfeitamente encaixados?
Talvez a pergunta nunca tenha sido “quem”.
Talvez a pergunta verdadeira seja “quando”.
A pessoa certa,
no lugar certo,
na hora certa.
Porque quando a gente se sente completo, quando a vida faz sentido mesmo nos silêncios, é aí que surge o desejo de dividir.
E talvez esse seja o momento de ouro:
Quando estamos prontos para amar.
Então, que tal mudar a pergunta?
De:
“Quando vou encontrar a pessoa certa?”
Para:
“Quando vou estar pronto para encontrar alguém?”